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QUEM TEM MEDO DA WIKILEAKS?

Julian Assange tem 39 anos e é considerado um dos maiores inimigos dos Estados Unidos, que não têm medido esforços para julgá-lo por crime de espionagem. Para isso já solicitou sua extradição.  Fundador da WIKILEAKS, uma organização não-governamental que se especializou em divulgar pela internet informações diplomáticas secretíssimas, tem exposto a face obscura da política internacional do país. As revelações trouxeram grandes embaraços às autoridades norte-americanas, gerando reações irracionais como as de senadores que defenderam o seu assassinato, mesmo em território estrangeiro. Os textos mostram a pobreza intelectual, o desprezo pelos países periféricos e o deboche com que alguns diplomatas tratam importantes questões estratégicas. Muitas vezes os ditos ”documentos secretos” beiram ao chulo, ao vulgar e ao inconsequente. 

A entidade inaugurou uma nova forma de militância pelos direitos humanos. Construir uma rede de militantes interessados em fortalecer o “direito à informação”, democratizando matérias de interesse jornalístico que só circulam em círculos estatais restritos. Ou seja, romper a barreira da falta de transparência que impera nas relações internacionais e mostrar ao Mundo o que se passa nos bastidores das grandes potências. E deixar que cada um tire as suas próprias conclusões. Até onde sei nada foi divulgado que comprometesse verdadeiramente a segurança dos Estados Unidos ou o tornasse frágil diante de seus inimigos.

Assassinar Assange, acusá-lo de crimes sexuais ou congelar os recursos da WIKILEAKS não vai deter o movimento ativista, que já está capilarizado em dezenas de países e tem atraído o interesse de várias autoridades insuspeitas que se dispõem a colaborar com a causa. Ao contrário. Poderá criar um martir que inspirará milhares de pessoas a seguir a trilha aberta por ele. Ao invés de tentar soluções violentas, os Estados Unidos deveriam repensar sua Diplomacia. Criar rígidos padrões de controle de seus documentos, proibir troca de e-mails desrespeitosos, proibir a arrogância e o espírito imperialista. Talvez matricular alguns diplomatas no nosso Instituto Rio Branco.

O incômodo dos Estados Unidos é incompreensível. O receio de que fatos concretos venham à tona é próprio de quem pratica ilícitos na certeza de que serão acobertados pelo sistema. Se for assim, justifica-se o medo de que a WIKILEAKS exponha as víseras de uma política internacional contraditória, belicosa e autosuficiente. 

Enquanto isso, Assange permanece em prisão domiciliar na Inglaterra, usando bracelete eletrônico  à espera do desfecho da farsa que foi armada para amordaçar a liberdade de imprensa.

 

Se quiser visitar o site de WIKILEAKS clique enquanto está disponível:

http://213.251.145.96/

Foto: AP

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A CORAJOSA DAMA DA BIRMÂNIA

Aung San Suu Kyi é uma ex-detenta que cumpriu 7 anos de prisão domiciliar na Birmânia. Seu crime: lutar pelas liberdades públicas. Militante da Liga Nacional pela Democracia, principal partido de oposição, foi detida pelo governo birmanês e proibida de qualquer contato com o mundo exterior. No cárcere, o seu cotidiano era dividido entre emissões radiofônicas, leituras e orações. Exceto nos últimos dois anos, quando os livros lhe foram proibidos. O trabalho da ativista emocionou o mundo e lhe garantiu o Prêmio Nobel da Paz em 1991. No entanto, o reconhecimento internacional não conseguiu evitar a repressão política e o exílio de seus familiares.

Em liberdade desde 14 de novembro de 2010, essa corajosa mulher de 65 anos ainda luta pelos seus ideais. Com o olhar fixo no futuro, a “Dama” (como é conhecida no país), mantém seu combate contra a opressão e a tirania, mesmo diante das constantes ameaças de prisão. Movida pelo sonho de construir um verdadeiro Estado Democrático de Direito, tem dialogado com os jovens, participado de campanhas humanitárias e articulado a modernização da LND.

Ao falar de sua vida no cárcere, a Dama afirma que aprendeu a enfrentar os problemas sem fugir de suas consequências. Ela prega que todos temos de dar um sentido à vida. As pessoas, onde quer  se encontrem no Planeta, têm a obrigação de lutar pelos direitos humanos. É preciso renunciar os interesses pessoais, egoísticos, para buscar o bem-estar da humanidade. De forma pacifista, firme e cordial. Um exemplo a ser seguido.

Leitura recomendada: Paris Match, 3214, 29/10/2010.  

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COLEÇÃO CURSO & CONCURSO LANÇA LIVRO SOBRE DIREITOS HUMANOS

O Professor George Sarmento, Coordenador do Laboratório de Direitos Humanos (UFAL), acaba de lançar o livro Direitos Humanos pela Editora Saraiva. A obra integra a Coleção Curso & Concurso, destinada a ajudar alunos brasileiros na aquisição de conhecimentos básicos em diversas disciplinas jurídicas, bem como prepará-los para concursos públicos destinados a carreiras jurídicas e correlatas. O livro analisa os direitos humanos previstos art. 5o da Constituição Federal, sob o aspecto doutrinário, jurisprudencial e estudo de casos controvertidos. As principais liberdades públicas são tratadas em seus aspectos mais relevantes com enfoque no exercício da cidadania. Tudo em linguagem simples, objetiva e direta. Ao final de cada capítulo o leitor pode testar seus conhecimentos respondendo questões propostas em diversos concursos públicos.

UFAL PROMOVE O I COLÓQUIO INTERNACIONAL SOBRE HABITAT URBANO E EXCLUSÃO SOCIAL

 Exclusão social e a crise habitacional serão os principais temas do I Colóquio Internacional realizado pela UFAL, em parceria com  Laboratório de Direitos Humanos, FAPEAL, SEUNE e o Núcleo de Estudos do Estatuto da Cidade. O evento acontecerá entre os dias 27 a 29 de abril no Auditório da Justiça Federal e está inscrito na Comemoração dos 50 anos de criação da UFAL. 

Os coordenadores,   Alexandra Marchioni (UFAL,  Regina Dulce Barbosa (UFAL) e  Christian Guy Caubet  (UFSC), organizaram diversos eixos de debates que terão o objetivo de estudar parâmetros e efeitos do modelo urbano sócio-ambiental excludente e identificar alternativas que viabilizem o denominado “direito à qualidade de vida” dos moradores nas cidades e o aumento da participação cidadã no planejamento urbano. 

O Cóloquio terá natureza multidisciplinar e contará com a participação de professores de respeitadas instituições nacionais e internacionais. O tema interessou a Embaixada da França que apoiou a vinda do professor Raphaël Romi  (Université de Nantes) e Jean Pierre Frey (Institut d’Urbanisme de Paris), que farão exposições sobre a “Agenda 21, uma nova forma de fazer direito” e  “ o lugar das bidonvilles na teoria e prática urbanística”, respectivamente. Entre os professores brasileiros convidados já confirmaram presença Andreas Krell, George Sarmento, além dos coordenadores do Colóquio.

As conferências dos professores estrangeiros terão tradução simultânea e produção de texto escrito. O Colóquio é aberto para pesquisadores, gestores públicos, além de alunos de graduação e pós-graduação. As vagas são limitadas. Nos próximos dias a Coordenação divulgará o programa e os lugares de inscrição.